Você talvez não saiba, mas o Atlético Paranaense e o Coritiba entraram para a história

Pode parecer estranho eu escrever sobre futebol. Mas acho que o assunto é mais que futebol, é sobre mudança. E uma daquelas que a gente talvez sinta que presenciou História, sabe? Mesmo que seja numa coisa boba, como por exemplo, futebol.

Ouço sempre que futebol não é só um esporte. De vários amigos, de conhecidos, e certamente a essa altura alguém já usou isso como marketing. Basta lembrar de toda a comoção ocorrida com a tragédia que aconteceu com a Chapecoense. E talvez, no início da noite de ontem, pode ter acontecido algo que venha ser mais um argumento para sustentar a fama do esporte que não é só esporte.

Mas antes, vamos a alguns fatos: dado que estamos em 2017, você já deve ter notado que as Organizações Globo são donas de todas as transmissões esportivas no Brasil. Se você acompanha futebol, certamente acha que o que acabei de falar é chover no molhado. Desde que futebol é futebol no Brasil, a Globo manda e desmanda, desde escolher os horários das partidas (como ocorre nas quartas-feiras, no ridículo horário das 21h30) até deixar de passar jogos por motivos de novela. A Band, coitada, sempre faz o que pode, mas nanica como é, se limita a ser parceira da Globo. Isso, claro, quando é possível, já que deixou de exibir o Brasileirão por falta de patrocinadores, por motivos óbvios, já que eles podem patrocinar na Globo.

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Como é programar em JavaScript em 2016

Esse artigo é uma tradução totalmente livre e adaptada de “How it feels to learn Javascript in 2016”, publicada na Hackernoon. Provavelmente nenhuma nova biblioteca foi criada enquanto esse artigo estava sendo escrito. Ou não.

Era uma terça-feira e chovia muito. Numa conversa entre dois amigos, um desenvolvedor frontend e um backend…

Man, seguinte, eu peguei um freela aí de um projetinho web pra dar uma ajuda nas finanças, sabe como é…

A crise tá foda, né?

Então… Mas como você sabe, faz um bom tempo que eu não mexo com web e ouvi muito sobre as mudanças que rolaram nos últimos tempos. Tô ligado que você manja muito do rolê de ser webdesigner, né?

O termo atual é “Engenheiro Front End” mas sim, é isso mesmo. Mudou bastante. Dá pra fazer tudo com JavaScript, acabei de voltar da BrazilJS e, cara, nunca me senti tão bem em conhecer o que há de mais novo na web. Dá pra fazer de players de música com aqueles visualizers foda e até controlar drones. A gente consegue fazer o que a gente quiser com JS, o céu é o limite.

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Eu acho que a Apple dessa vez tá errada.

Sim, ninguém pediu minha opinião. Mas é preciso ter coragem.

1998

No ano que o Romário tinha sido cortado da Copa, injustiça essa que só veio se equiparar ao fato do iFood ter tirado o PayPal do seu aplicativo nos últimos dias. 1998 também foi um ano de um lançamento marcante para a Apple: nascia o iMac.

Trivia irrelevante: eu tenho um desses, quebrado. Um amigo meu me deu há poucos anos.

Você em 98 podia não fazer ideia de que a Apple existia, mas se você já era micreiro, conhece sua influência mesmo sem saber. Afinal, esse visual translucido virou moda até pra saboneteira. Meu primeiro PC, comprado anos depois do lançamento dessa belezura, tinha o mouse que era uma cópia completa do mouse do iMac. Só que melhor, tendo em vista este que não era essa aberração completamente circular.

Mesmo com um mouse de gosto duvidoso, a mídia da época caiu em cima de outra coisa: os iMacs não tinham entrada para Disquetes. Isso seria o instantâneo suicídio da Apple, que estava voltando os eixos com o retorno o seu iCEO, Steve Jobs (sim, iCEO era um cargo de verdade, o Jobs foi iCEO até 2000)

Hoje em dia, Disquetes são uma impressão 3D do ícone de salvar.

2008

Um ano antes a Apple tinha finalmente resolvido um problema que a gente não sabia que tinha: inventou o que hoje entendemos por smartphone, com o iPhone.

Ainda em 2008, o iPhone 3G seria anunciado e ia ser, de fato e de direito, a primeiro hit popular da Apple, chegado a um nível mais mainstream.

Só que era pouco. Se tinham acabado de reinventar o telefone (palavras próprias, deles), também não estavam muito contentes da maneira com que os notebooks eram não. Aí eles me vem com isso aqui: o MacBook Air.

Quem acompanhou na época certamente se arrepia até hoje revendo esse vídeo. Mas como diabos eles fizeram um computador tão estupidamente fino? E o que dizer dessa música.

Para fazer um computador tão fino, eles tiveram que fazer certas mágicas. Sim, mágica, por que qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de magia: soldaram toda placa mãe, os discos, e tiravam todos os conectores que dava pra tirar na época.

~Todo mundo caiu de porrada. Não era pra o mercado de negócios pois não tinha VGA. Não era pra pro-users pois não tinha Ethernet. Não era pra casuais, porque era muito caro, e não valia pagar o valor num Note de Gamer nele. E, oras, como vou gravar meus DVDs das fotos da festa que ficaram ótimas?? Não tinha nenhum drive de mídia.

Ele era todo errado. Foi um sucesso. Hoje em dia todos os Notebooks atuais beberam da fonte que o Air encheu. Aos olhos de hoje, o Air original nem parece tão fino assim.

Das falhas mais alarmantes, o preço era um dos pontos mais falados. Isso se devia ao fato da Apple resolver usar SSD ao invés do tradicional HDD. E mano, isso em 2008 era caro, e não era pouco.

SSD, ainda são caros. Mas são caros porque HDD está muito barato. Ainda sim, o padrão de fato da indústria para computadores performáticos é entregar já com SSD de fábrica.

Inclusive, pergunte a qualquer pessoa que fez o upgrade de HDD para SSD, o que ela achou da decisão. Eu garanto que ela irá te responder, com os olhos brilhando, peito em festa e o coração a gargalhar que foi uma das melhores coisas que ela já fez na vida, e que nunca mais volta pra HDD.

Inclusive, o atual MacBook, a epítome do desenho industrial da Apple no que ser refere a Notebooks, e evolução natural do Air, tem só duas portas: uma USB-C…

…e uma entrada para fones de ouvido.

2016, 7 de setembro

Apple lança o seu nono iPhone, o 7 (na verdade são 14, mas só tô contando o showrunner). E ele não tem entrada para fones de ouvido.

A mídia não caiu tanto de pau em cima, ou talvez não caiu de pau tanto em cima ainda, pois essa boataria de que a Apple ia matar o P2 vinha desde 2014. Não que alguém acreditasse de fato que a Apple ia fazer isso, mas todo mundo tava meio com o espírito preparado de que isso iria acontecer.

Por incrível que pareça, é compreensível. Atualmente, há uma certa corrida do ouro para reinventar a maneira com que escutamos músicas, em todas as frentes. Ninguém sabe exatamente o porquê, mas isso é real e está acontecendo nesse exato momento. E a Apple, vanguardista que é, não poderia ficar de fora sem fazer sua aposta. E quando você tem mais de 600 bilhões em caixa pra torrar, você pode apostar grande. E ainda sim, se foder pouco se der errado.

Porém, acho que foi um tiro incerto o que a Apple fez no dia de hoje. E olha que eu nem acho que o problema é tirar o P2.

É colocar o Lightning no lugar.

Vamos viajar no tempo de novo, só um pouquinho?

2001

Em 2001 a Apple inventou o iPod. O primeiro sucessão da porra™ mesmo que a Apple teve. Tal qual o futuro que ainda não existia, chamado iPhone, ele também não foi o primeiro dispositivo a ser como era, mas foi aquele que fez do jeito que devia ser feito. Afinal, Gotham precisa do herói que precisa, não do que ela merece.

A primeira geração já foi um sucesso, porém o que fez bombou mesmo foram dois fatos. Fatos que possivelmente você não saiba, ou não lembre, já que hoje é tudo tão diferente.

O iPod não era USB

OK, era 2001. Não que a gente já tivesse acostumado com padrões de conectores, mas o USB já era algo sólido que as fabricantes haviam abraçado. O próprio iMac — o sem disquete, que citei no início do post — é um dos exemplos citados da adoção em massa do padrão USB.

Porém o iPod possuia outro tipo de conector, o FireWire. Inventado pela própria Apple, o FireWire era, de fato e de direito, muito melhor que o USB. Pra você ter ideia, a velocidade de transferência de arquivos do FireWire só veio ser ultrapassada com pelo o USB com a chegada do USB 3.0, a atual versão.

Em parte, a Apple usar cabos ~diferentões pros seus iDevices continuou verdade. Veio o maldito conector de 30 pinos, e agora o Lightning. Porém um dos lados é USB (tipo-A), o que nos permite encaixar em virtualmente qualquer computador.

Ao fazer isso, a Apple escolheu o público — e o dinheiro — a tecnologia. O FireWire era realmente melhor do que o USB da época. Mas ficar fechado no ecossistema da Apple não fazia sentido pra o iPod ficar popular.

Mudar isso foi o primeiro passo. O segundo vem a seguir.

Não havia iTunes para Windows

Sim. Além de não ter conexão USB, os iPods só podiam fazer Sync (lembra disso, Sync? coisa paleolítica em tempos de Nuvem) com Macs. Ou seja, vender um iPod como primeiro device Apple para alguém era um desafio e tanto, já que você precisava convencer a pessoa comprar o iPod e levar um computador junto.

Em 2003, a Apple lança o iTunes para Windows. E pedante e arrogante como sempre foi, ela anunciou assim:

Sim, eles usam a nomenclatura “app” desde 2003. Isso nasceu com o iPhone não.

O Inferno congelou. E a Apple começou a fazer casacos com notas de Dólar.

em 2016, 16 de setembro

Em 16 de setembro os primeiros iPhones estarão nas mãos dos compradores. Não existe essa de “não vai vender”. Vai, feito água. Sinto informar mas ninguém que quer um iPhone 7 vai deixar de comprar o iPhone 7 porque não há uma entrada de fone de ouvido. E a Apple sabe disso.

A questão é o que acontece daqui pra frente. E vou explicar o porquê de crer que a Apple está com uma “estratégia” errada. Quantos MBAs eu tenho pra falar de estratégia de negócios?

Nenhum. Mas eu sou usuário, mais importante que isso.

Não vai dar certo. Kinda.

A Apple está fazendo uma aposta. Como ela sabe que é a primeira vez, ela tem o benefício da dúvida, e um caminhão de dinheiro pra sustentar essa brincadeira. Se der errado, o P2 volta no iPhone 7S e isso nunca aconteceu e a Oceania sempre esteve em guerra com a Eurásia. Ponto final.

A Apple apostar dessa maneira faz sentido pelo seu próprio histórico, o qual desenvolvi até agora. Ela realmente sempre foi vanguardista, e tinha a visão do que era melhor para seu consumidor, e que estava disposta a fazer mudanças radicais se preciso fosse. Isso foi verdade no iMac, no iPod e no MacBook Air.

Porém o que a Apple agora está fazendo é apenas jogar sujo.

Ao trocar o P2 pelo Lighting, e ter a pachorra de dizer que está sendo corajosa ao fazer isso, a única coisa que a Apple está fazendo é manter seu usuário dentro do seu castelo.

Tudo no ecossistema da Apple é feito para te manter dentro dele (veja bem, não estou dizendo que isso é errado, cada cachorro que lamba sua caceta), quantas pessoas que você não deve conhecer que não trocam de iOS não porque não tem vontade, mas porque já gastou fortunas na App Store? Ou por que todos os seus periféricos se conectam via Lightning, que também custaram fortunas?

O inimigo errado.

Lembra daquela vez que seu amigo reclamou de estava usando um conetor P2? Pois é, eu também não.

A unfair advantage do P2 é seu alcance. TODO MUNDO tem um fone com conexão P2… porquê bem… eles estão aí desde sempre. Além de que ele é virtualmente utilizado em todos os equipamentos de áudio que existem. O iPhone 7 é incompatível com 99,99% de todos os headphones já feitos.

Além de isso os headphones Lightning não são compatíveis com mais nada além dos iDevices. Porra, Apple, os fones Lightning não funcionam NEM COM OS SEUS COMPUTADORES!

E existe um “problema” muito maior com o P2: eles são bons o suficiente. E quando em determinada tecnologia chegamos em algo bom o suficiente, por tanto tempo, é que tentar evoluir algo assim é totalmente inefetivo. Vender então, é quase impossível.

Não existe nenhum motivo razoável pra matar o P2 justamente porquê está tudo ótimo da maneira que está. Não há melhorias efetivas que justifiquem qualquer mudança, a não ser masturbação inovativa quando seu relógio novo não vende.

Mas trocar o P2 nem é problema. O problema é não combinar com os Russos.

Como fazer dar certo

Tem como guerras acabarem bem, o problema é que isso é tão raro (e difícil) que sequer é lembrado: se unir ao inimigo.

Tendo uma visão bem fria e analítica, a soma zero do P2 é vantajosa: uma conexão a menos para se preocupar. O problema é quando só você tem aquela conexão, e você também não tem nem de perto o alcance do seu inimigo, já que mata-lo não é apenas escolha sua.

Então se a Apple quer mesmo matar o P2, eu imagino três saídas que funcionariam. A bronca é que nenhuma delas é de fato boa pra Apple, com o ego que tem. Talvez não seja a toa que eles escolheram essa estratégia, no fim das contas, né?

Vamos matar o P2

Bluetooth é bom Bluetooth é vida use Bluetooth

Fones Bluetooth não são melhores do que fones P2. Triste realidade. Porém eles estão cada vez mais próximos de ficarem bons o bastante. Se a Apple direcionar o seu público a usar Bluetooth, cai por terra a bronca de os fones não serem “multiplataforma”.

A Apple tem mais espaço (físico, mesmo) pra inovar no iPhone sem ter que por o P2, como eles mesmo dizem, e ainda talvez sobre pra Beats — a qual a Apple é dona — perder o status de marca de gente rica que não sabe comprar fones de qualidade pra ser vanguardista na criação de fones de primeira linha, sem fio.

Os problemas para Apple são: ela não está mantendo ninguem na plataforma dela (que é o real motivo dessa palhaçada toda) promovendo o Bluetooth, padrão aberto que não é melhor que o P2. Então andar pra trás, ainda que só um pouquinho, não tende a ser opção.

Libera o Lightning pra geral

Esse seria o cenário mais dahora e o mais difícil de acontecer.

A Apple bate o pé e diz que tem que ser usando Lightning mesmo por que só o Lightning é o Lightning e deus quis assim. E ainda diz que quem tiver achando ruim, o Lightning está liberado pra usar no seu dispositivo.

Sim, eu sei, pra quem faz produtos “Made for i” o Lightning está liberado. Mas seria liberar VALENDO: se a Samsung quiser usar o Lightning de conector no celular dela, ela poderia.

Isso seria lindo, pois realmente ia ser a corrida do ouro dos conectores. Não tem uma dessas desde o HD DVD e o BlueRay.

Porém, a gente sabe que é quase impossível da Apple fazer isso. O Lightning é dela e ela usa ele por que ela pode mexer nele como bem entender, sem depender de seu ninguém. Se amanhã ela quiser inventar um pitoco novo, problema dela, segue normal.

Se rende ao USB-C

Esse seria o melhor cenário. Todo mundo lembra que tá no mesmo barco, se junta e mata o P2 fingindo que é amigo. A Apple tira o Lightning, bota o USB-C no lugar e viveremos num mundo onde todas as pessoas do planeta iriam ter os mesmos cabos pra carregar e ouvir música, e poder pegar emprestado de terceiros sempre que pudesse, com a certeza que seu coleguinha teria.

Finalmente a pergunta “alguém tem cabo pra carregar iPhone?” iria morrer. Se pá, até a União Européia ia sossegar o rabo um pouco pra cima da Apple.

Mas pelos motivos citados acima, a gente sabe que, infelizmente, a Apple também não vai fazer isso. Porém, esse é o futuro que eu acho que vai acontecer, nem que seja via adaptador a um primeiro momento.

Por quê?

O Moto Z da Lenovo não tem entrada P2. Sim, a Apple nunca é a primeira meeeesmo, nem quando faz merda.

Agora veja a situação. Como eu disse, de fato há uma batalha (sem motivo, o P2 é bom o bastante) de quem vai inovar primeiro na maneira com que consumimos música e ao mesmo tempo temos que ter telefones finos feito papel (outra coisa sem motivo).

Agora se coloque no lugar de quem faz headphones. Você tem a Apple, que força o seu padrão. Os Androids irão começar a forçar o USB-C (anote e me cobre). O que você faz? Produz pra qual dos dois “padrões”?

Isso mesmo, você não faz nada. Afinal, vem adaptador na caixa. E há um padrão.

E aí que a parte divertida vai começar. Pois em dado momento, o usuário vai se cansar de ficar usando adaptador pra lá e pra cá, e um dos dois conectores vai ter que vencer. É inevitável.

Ou a gente pode não matar o P2. Mas qual seria a graça, certo?

E eu já ouvi histórias que o inferno congelou uma vez. E olha que eu nem falei daquela vez que a Apple mudou de PowerPC pra Intel.

Sobre o Allo, sugestões e o que nos faz humanos

Allo allo marciano, aqui quem fala é da terra. Sim, continuamos em guerra.

Viver no futuro nos dá certas vantagens.

Toda segunda-feira o Spotify sugere uma playlist única pra mim. Músicas que eu provavelmente irei gostar. O Facebook, que literalmente sabe o que eu gosto, faz uma curadoria no News Feed pra mostrar coisas que eu gostaria de ver. Inclusive os anúncios. E por falar de anúncios, como não lembrar da Amazon, profunda conhecedora daquilo que você leu, viu, comprou — ou até só pensou em comprar — e usa isso pra te dar as melhores recomendações de compras.

Detre essas, uma das mais recentes é o Smart Reply do Inbox by Gmail. A ideia é maravilhosa: o Gmail lê seu e-mail — pasme, o Google sabe de tudo — e sugere três possíveis respostas pra situação. Claro, isso não funciona com todo e qualquer e-mail, mas naqueles clássicos de “vamo marcar” funciona, e muito bem. Os Smart Replies podem te poupar um tempo danado, pra fazer outras coisas como, por exemplo, reclamar que não tem tempo o suficiente pra fazer as coisas.

No último Google I/O foram apresentados diversos novos produtos, os quais eu não comentei apenas em um podcast, mas em dois. No pequeno universo desse texto, apenas dois importam: o Allo e o Google Assistant.

O Assistant é a versão do Google encarnada numa inteligencia artificial. Finalmente temos o nosso Multivac. Ou ao menos uma versão não humana do Visão, menos apaixonado pela Feiticeira Escarlate. A parte mais interessante é que aparentemente, a primeira casa do Assistant não será no lugar do Google Now, nem mesmo o Google Home. Será no Allo; e será uma versão exponencialmente on steroids dos Smart Replies.

É agora que as coisas começam a ficar interessantes. E talvez perigosas.

As Smart Replies do Allo chegam a ser obscenas. Juntando toda a AI do Google, entendem contexto, fotos, informações, detalhes pessoais e cruzam isso de uma maneira nunca antes vista, sugerindo a você mesmo o que você mesmo iria responder.

E é aí o ponto que me faz questionar: usando os Smart Replies nas conversas, o quanto é que você mesmo está respondendo e o quanto o Assistant está respondendo por você?

Me permita ser claro: respondendo por você não como assistente, mas como outrem que está pensando e escolhendo por você, no seu lugar. Eu sei, também soou absurdo a primeira vez que pensei sobre isso.

Vamos voltar por um instante ao nosso conhecido sistema de sugestões: todos tem como finalidade manter você na plataforma lhe entregando coisas que você muito provavelmente gosta. E isso funciona bem por que vende — não pense que o Facebook caga o News Feed e o Instagram a cada 15 dias é por puro chute. Eles sabem o que funciona por que os dados falam mais sobre você do que algo que saia da sua boca. E se não desse retorno ($) a primeira coisa que eles fariam era mudar — entretanto, esse mesmo algoritmo coloca cada um de nós numa amigável e terrível bolha de conforto.

E o reflexo das redes te entregarem conteúdo que sempre te interessa, a um nível pessoal, isso te impede cada vez mais de conhecer e pensar em novas ideias que possam mudar a visão que temos do mundo. Ou da que somos, como humanos. E isso não basta, já que a própria mecânica já modifica a maneira a qual interagimos: às vezes não nos permitimos a determinadas situações para não sair do conforto da bolha. Temos sede de likes, e — mais do que a recompensa de receber vários — nos frustramos ao NÃO receber as curtidas. Picotamos os melhores momentos da vida só pra compartilhar com a própria bolha (e ainda aplicamos filtro), momentos que ás vezes nem foram tão legais na vida real. Mas quem se importa? Colocando esse Lo-Fi vai render milhares de coraçãozinéos.

Agora imagina isso tudo acontecendo no meio de uma conversação.

Ok, Google. Como reverter a entropia?

Na apresentação do Allo, o Google Assistant ao reconhecer uma imagem de um cachorro, sugere responder que ele é “fofo”, bem como ao ver a imagem do prato de massa sugere “gostoso” como uma das opções.

Apesar de a uma primeira vista ser um exemplo inocente — afinal, qualquer pessoa que não ache filhotes de cachorro fofos tem que ser tratada com urgência — as respostas sugeridas serem todas afirmativas não é por coincidência. É porquê funciona. Te mantém confortável na própria bolha. E trazer essa bolha pra nossa interação mais básica e direta, uma conversa, pode criar uma influência muito maior naquilo que falamos e pensamos, de forma muito mais intensa do que as redes sociais já fazem.

E quando acontecer de você ver um prato que não parece que ficou tão bom assim? Ou um vídeo no YouTube que não foi tão legal? Ou até mesmo o absurdo de um cachorro que não seja tão fofo? Quantas vezes será que é o necessário pra começarmos a sentir que, talvez, devemos responder aquilo que a AI está sugerindo, afinal é aquilo que parece certo.

Quantas vezes até uma sugestão direta fazer você mudar de opinião?

Se a um primeiro momento os Smart Replies soam como um ganho de tempo maravilhoso, por outro lado, ao tentar decidir por você quais deveriam ser suas respostas, tira um pouquinho de nossa identidade e deixa robôs falarem por nós. Há conversação, mas e comunicação?

Sempre achei que as AI iam dominar o mundo na marra. Mas não precisam gastar uma bala contra a gente.

É só fazer a gente deixar de ser.

Batman v Superman

O filme que a gente precisava, não o que a gente merecia.

Imagine estar três anos esperando muito por alguma coisa. Algo que, na verdade, uma legião de pessoas tem esperado por mais tempo do que você tem de existência.

Verdade. A três anos atrás só foi confirmada a certeza que esse dia chegaria.

Chegou. E se tem algo que Batman v Superman nos garante é que não teremos alguma certeza sobre o que foi filme. Como pode algo ao mesmo tempo parecer tão maravilhoso de um ponto de vista, e tão estranho, incoerente e incorreto de outro? O que foi que eu acabei de assistir afinal?

Segue uma fotografia tirada da minha pessoa no exato momento o qual saí da sala do cinema:

Joselito Júnior (Foto: Reprodução)

Não pretendo fazer uma crítica, review, ou algo assim que se valha. Apesar de até ter uma conclusão nesse texto. Se eu fosse classificar, eu diria que nada mais é uma reflexão. Vamos tentar, juntinhos, destrinchar essas duas horas e meia de loucura visual, sorrisos, lágrimas, sangue e imagens de dor e sofrimento.

E talvez, só talvez, tentar entender por que uma nota tão baixa dos críticos e uma boa recepção dos fãs.

Se você ainda não viu, no meu balanço, vale sim a pena ir no cinema ver. O filme não é ruim. E os motivos estão espalhados aí por baixo. Mas, definitivamente, não é aquilo que a gente esperava.

Talvez realmente era o que, por agora, a gente precisava.

Passando dessa linha, esteja sob aviso: vai ter spoiler e não vai ser pouco.

O filme do Batman

Claramente, na tela, estão sendo apresentados dois filmes distintos, num primeiro momento. Cada qual referente ao herói do título. Vamos começar sobre o filme do Batman.

Nossa, como esse Batman é foda. Esse sim é o Batman que eu sempre quis ver no cinema. Dentre os que eu vi, sem medo de errar, esse é a melhor retratação do Homem Morcego.

Eu teria todos os motivos do mundo pra desconfiar do Affleck como Batman pelo o que ele fez com o Demolidor (que por sinal, é meu herói favorito), onde afirmou com todas as letras que jamais faria outro filme de herói. Mas eu fui um dos que menos temeu essa ideia e a comprei logo de início.

O Affleck entrou completamente no espírito personagem, inclusive em seu contexto no filme. O Batman tá puto da vida com esse alienigenazinho que chegou agora e quer sentar na janela. Ainda que você não tenha achado o melhor Batman da história, uma coisa deve ser admitida: nenhum outro Batman, que não este, seria capaz de sair na porrada com um Deus.

E, além da boa atuação, temos de brinde uma das coisas que eu mais esperava no filme: um Batman surrealista. Que nem é na HQ.

Eu gosto dos filmes do Nolan, mas quem é fã sabe que aqueles filmes não são exatamente filmes de herói. O Nolan nos deixou mal acostumado com esse papo de “herói no mundo real”.

Em BvS ninguém se dá ao trabalho de explicar. O Batman é um milionário excêntrico que sai de noite vestido de morcego pra pegar bandido. Isso precisa ser surreal.

Logo no início do filme, Bruce levanta um dos pilares de ferro da Torre Wayne para salvar alguém. Isso não precisa de explicação por que a gente sabe que ele é o Batman. O Batman é forte pra caralho, muito mais que um ser humano normal, por que ele é e pronto. O hacking dele funciona daquele jeito por que sim. A armadura dele segura o Superman por que segura. E foda-se. Ele é o Batman, cacete! Sempre foi assim nos quadrinhos, finalmente é assim nos cinemas.

Justamente o que a maioria estava com medo foi o maior acerto do filme.

Não e à toa que o título é Batman v Superman e não Superman v Batman. E também talvez não seja que o Affleck foi entrevistado no Jimmy Fallon e o Cavill no Seth Meyers.

O filme do Superman

Primeiro vamos falar do do Henry Cavill. Ele nunca antes teve tão Superman quanto nesse filme, finalmente ele convence. Mas infelizmente não dá pra elogiar muito além disso.

No filme do Superman parece que não há protagonismo de ninguém: o tempo todo o Homem de Aço parece só reagir a situação. No filme inteiro ele aparenta tomar uma decisão própria somente em duas situações: a primeira é quando ele resolve quebrar o Batmóvel pra dar um “aviso” ao Homem Morcego; a segunda, quando ele resolve matar o Apocalypse.

Ou seja, nas únicas vezes que o Superman de fato age em cima de algo, ou ele não precisava, ou ele fez errado. Sem falar que o Apocalypse é um problema que nossa… vamos chegar nele mais à frente.

E o o pior, o piadista do filme, tem nome e sobrenome: Alexander Luthor.

Mas vamos chamar ele de

Mark Zuckerberg

Bem. Tem tanta coisa errada com esse Lex Luthor que não sei nem por onde começar.

Pra quem não conhece os quadrinhos e conhece o Lex Luthor por tabela, talvez não saiba de um fato importante: o Lex Luthor é um gênio. O Homem Mais Inteligente do Século XX. E ele usa essa sua genialidade como seu maior poder. O Lex é o rei dos mindgames, é o vilão que te convence com argumentos e lógica que você precisa fazer algo, mesmo sabendo que é errado.

Esse Luthor é um Coringa fajuto. Ele tem trejeitos terríveis e desnecessários para a construção do personagem, que em dado momento chegam a irritar.

Os planos dele no filme são TOTALMENTE a cara de algo que o Coringa faria. Explodir o Capitólio? Jogar a Lois do prédio? Capturar e torturar a mãe? Não dá pra ser mais Coringa que isso, sério.

A gente não precisava de mais um vilão pscicopata. O Batman já tem a cota completa pra todo Universo da DC. E isso não agrega nenhum ao filme, nem ao personagem, nem ao camarote.

Inclusive, sobre não agregar valores,

há História?

O Roteiro é o que deixa meu coração mais em conflito. Eu vejo que dentro desse imenso filme, há uma parte dele, que é um filme maravilhoso. Mas tem umas falhas tão absurdas que chega a dar umas tremedeiras nas pernas.

Os personagens femininos
Foi uma sacanagem o que fizeram com a Lois e com a Diana nesse filme.

A Lois foi reduzida a mocinha indefesa que serve de estopim pra o Superman aparecer na tela e a Lois sumir completamente. Durante o filme isso acontece umas quatro ou cinco vezes.

E a Diana realmente não merecia isso. A Gal Gadot realmente rouba a cena quando aparece, foi uma excelente escolha para representar a Mulher maravilha. Mas ela não poderia estar mais apagada no filme. O único momento que ela aparece no filme como Mulher Maravilha é numa luta que nunca deveria ter existido e que na real, ela não fez real diferença nenhuma.

A Mulher Maravilha está muito jogada, sem sequer ter uma introdução decente de personagem (e não me venha com essa de “todo mundo conhece”. Sabe quem todo mundo conhece? O Batman. E ele teve uma introdução). Era muito mais honesto e decente com o personagem e com os fãs ela ser introduzida em um filme futuro. Mas isso eu falo mais pra frente.

Sonhos
Apenas não. Não contribuiram em nada além de fazer confusão nos trailers. Pior parte do filme do Batman. Não valida nem pela referência a Red Son.

Poderes seletivos
O Superman tem tantos poderes que realmente não deve ser das coisas mais fáceis lembrar que eles existem.

Eu adorei o resultado da explosão do Capitólio, mas nunca que uma bomba que causaria um estrago daqueles ia passar livre no radar de alguém que tem visão de Raios X.

O Superman também consegue ouvir o choro da Lois de qualquer lugar do planeta e chegar em segundos pra salvá-la, não importa onde ela esteja, mas a própria mãe ele não consegue escutar e descobrir onde está. É a voz da mãe dele né, não é como se ele conhecesse ela toda a vida.

Sim, eu sei que essas brechas de poderes e existem e tudo se resolveria magicamente em vários casos, perdendo a graça, mas boas histórias não deixam isso entrar em contradição.

Mudança bruscas e soluções mágicas
O Lex conseguir tudo de um jeito tão ridiculamente fácil chega a dar certa agonia. Mas, por incrível que pareça, isso é o mínimo.

Pra destacar alguns momentos, a maneira com que o Superman simplesmente aceitou a propsota do Lex de ir sair na porrada com o Batman porque mamãe iria morrer é inaceitável. Se o Luthor não sabe onde a Martha tá, ele sabe quem sabe. Então ele que passe essa hora quebrando o Luthor na porrada até descobrir onde a Martha está.

E o ápice da mudança brusca foi no final da pancadaria entre os heróis, o Batman mudar totalmente de perspectiva e filosofia de vida por que uma mulher iria morrer. A última vez que eu vi uma mudança dessa acontecer o cara chamava Anakin Skywalker.

Queimada de cartucho
Por que o Apocalypse nesse filme? Porquê?

Se já é inaceitável a Diana ter aparecido, a existência e toda a sequência relacionada ao Apocalypse não faz o menor sentido existir para o filme. Teriam saídas muito melhores para concluir o filme, e já queimaram de agora um dos melhores vilões que podiam fazer um arco maravilhoso nos filmes da Liga da Justiça.

Além do spoiler terrível para quem lia os quadrinhos, que já sabia que o Superman iria morrer só de ver o Doomsday.

O Final
Corajoso. Mas cheio de pecados.

Eu já fui pro cinema esperando que o Superman morresse. O Apocalypse não ia tá ali pra brincadeira. Mas depois da morte dele, se passaram extensos minutos de melancolia e luto sem sentido, sobre o ocorrido. Eu achei três vezes que o filme deveria ter terminado e não aconteceu.

Seria perfeito se na hora que o emblema do Superman apareceu no caixão o filme tivesse terminado. Mas fizeram milhões de putarias para estimular a dúvida. Dúvida esta que não existe.

É óbvio que a gente sabe que o Superman não morreu.

Essa punhetagem no final me fez sair do cinema com um gosto amargo na boca, reclamando do filme por nao ter atingindo minhas expectativas. Só que ao mesmo tempo, eu não me sentia confortável. O filme tinha sido bom, falei isso pra todos e continuo dizendo. Que duplipensar é esse?

Aí eu fui ver o filme de novo.

Você diria não para este homem?

O Zack Snyder

Sim, eu vou ter a pachorra de defender o Snyder. E sem medo de ser feliz.

Sentar na cadeira de diretor de um Blockbuster não é das tarefas mais fáceis. Qualquer coisa que der errada, a culpa é sua. Os louros são distribuídos. E como eu sou grato por ser o Snyder que tá nessa cadeira.

Todo esse texto foi escrito depois de ter visto o filme duas vezes. Tudo que eu falei acima continua a ser verdade, os acertos e falhas. Mas se tem uma coisa que não da pra negar é como o Snyder colocou alma nesse filme. Alma de um verdadeiro fã de quadrinhos que está inventando histórias com seus personagens favoritos.

Synder não refilmou histórias (além de Excalibur, claro), ele está fazendo seu próprio universo com colagens do quadrinhos. Filme de fã pra fã. Ele esfrega na sua cara os sentimentos do filme.

Jamais ouve uma porradaria tão foda num filme de heróis quanto o combate entre o Superman e o Batman. Junto com aquela música, é uma obra de arte.

Esse filme é um presente pros fãs.

Como não se arrepiar naquela sequência inicial do filme, com a morte dos pais do Bruce, toda aquela sequência e fotografia, a maneira com que o tiro foi dado, pelo colar da Martha. Uma cena que grita por se só, sendo extremamente violenta sem derramar uma gota de sangue.

E as referências… Pra quem reclama que o Batman não mata, deveria ler um pouco dos quadinhos do Frank Miller. Existem sequências inteiras no filme que são uma cópia fiel dos quadrinhos, onde — pasme — o Batman está usando metralhadoras.

O Batman só puxa o gatilho, quem mata é Deus.

E, particulamente para mim a cena que é o ápice da conversa particular entre fãs que o Snyder fez, é aquela que o Superman está se recuperando após tomar uma bomba atômica na cara. É extremamente linda, e não dá absolutamente nenhuma explicação. Só o fã entende que a única coisa que ele queria era chegar mais um pouquinho mais perto do Sol.

E o Snyder também parece que foi a primeira pessoa do planeta a notar que o nome da mãe do Superman e do Batman são os mesmos.

Eu não consigo torcer pra que esse universo que a DC e o Zack estão montando dê errado. Apenas não sou capaz de ver minha franquia que eu torci e esperei tanto pra acontecer dê errado por que talvez alguém não irá dirigir ela de maneira ótima ou perfeita.

Todos os erros que eu comentei acima continuam a ser verdade e continuam a ser o que são: falhas. Por isso não podemos sair por aí apenas gritando aos quatro ventos que amamos o filme com todas as forças, apesar de, às vezes, a gente realmente querer fazer isso. Afinal, quem ama cuida.

No futuro, com o Universo da DC mais formatado, olharemos para trás e esse filme fará bem mais sentido do que faz hoje. Mas pra que isso realmente aconteça, a Warner vai ter que lutar com o seu maior inimigo e o que mais prejudicou Batman v Superman. E esse inimigo se chama:

Warner Bros.

Quem nunca come melado, quando come, acaba se melando.

Não que a Warner não saiba fazer dinheiro com seus heróis. Ela sempre soube, colocando um mamilo no Batman ali e fazendo uma trilogia ótima do Nolan acolá. Só que ela jamais havia visto seus heróis pelo prisma de estarem num único universo. Liga da Justiça? Só em sonho ou em desenho, amigos.

Muita gente nem lembra que inicialmente BvS iria sair em 2015, e atrasou 10 meses. Isso aconteceu pois a Warner finalmente notou que poderia montar um universo inteiro. Ótimo, finalmente está acontecendo.

E é uma coisa tão única que a Warner parece não saber lidar com a situação.

O excesso de expectativa que esse filme gerou por conta de seus trailers foi algo terrível. Os três trailers contam ao menos 80% da trama. Esse filme nunca precisou disso, não é um Agente 86 que as melhores piadas tem que aparecer no trailer se não ninguém ia comprar o ingresso.

E a mão da Warner também agiu muito pesado em cima do filme para este ser o ponto de expansão do universo. Como já citei acima, a Mulher Maravilha estar nesse filme já é absurdo, o que falar DAQUELA APARIÇÃO DO FLASH no meio da loucura do Batman. Esse filme já estava ótimo, não precisava socar um tanto de elemento que só fará sentido no futuro.

É isso o que mais me doi: dentro dessas 2h30 de filme, tem um filme maravilhoso do Batman (contra o Superman também) que dura uma 1h20 mais ou menos e é praticamente perfeito. Era esse o filme que a gente merecia, mas a Warner preferiu a megalomania de deixar claro que vai ter herói e não vai ser pouco.

Isso tudo, claro tem “motivos”. A DC/Warner chegou “atrasada” com isso de estar fazendo um universo cinematográfico em relação a Marvel/Disney. O problema é que essa competição só existe na cabeça dos fanboys e dos executivos da Warner.

A Marvel chegou primeiro, é fato. Nunca irá mudar. Querer fazer tudo rápido e as pressas só irá prejudicar a própria DC e ninguém além dela. Temos tempo, e com tempo, dá pra ter cuidado. Esperamos tanto pra acontecer, não é agora que a gente vai querer correr com isso.

Tu se controla, miga.

Reprodução/TV Bandeirantes

A melhor definição que pude dar sobre o filme é: um prato do Masterchef que a gente adoraria comer, mas a Paola certamente iria reprovar.

Vão no cinema. E vejam em IMAX. Nota 7.8/10, quatro estrelas no Rotten.

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